quarta-feira, 18 de julho de 2012

Montenegro

"Família da Galiza, que se diz descender do Rei D. Fruela I. Alonso Lopes de Montenegro casou com Teresa Sanches e teve Tristão de Montenegro, que se recebeu com D. Maria Sarmento, filha de Garcia Fernandes Sarmento e de D. Teresa de Sotomaior. Deste casamento nasceu Lopo de Montenegro, que casou com Constança Lopes Cordido, filha de Pedro Cão de Cordido, senhor de Travanca, de quem houve geração que seguiu o apelido Montenegro. Na descendência destes se encontraram muitas pessoas casadas em Portugal.

As armas que usam os Montenegros em Portugal e na Itália são as seguintes: De prata, com monte de negro, de três cômoros. Timbre: o monte do escudo."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ochoa

"Família originária de Navarra, que se diz ter passado a Portugal na pessoa de Martim Henriques de Ochoa, que veio na companhia do Conde D. Henrique.

As armas desta família são as seguintes: De prata, com dois lobos passantes, um sobre o outro, de azul. Timbre: um lobo do escudo."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

domingo, 8 de julho de 2012

Franca

"Parece que não há só uma família deste apelido, em Portugal. Há uma família de origem genovesa, que se supõe principiar em Lançarote da França (ou de Franqui), que alcançou o reinado de D. João I e casou com D. Leonor de Abreu, filha de Lopo Vaz de Castelo-Branco, monteiro-mor do mesmo Rei. Estes foram os progenitores de uma família dos Francas.

Os Francas, de Portugal, usam as seguintes armas: De prata, com quatro palas de verde e uma banda, atravessante sobre o todos, entrecambada. Timbre: duas lanças de prata, hasteadas de verde, passadas em aspa."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 7 de julho de 2012

Crato

"Ignora-se a origem desta família, que tirou o apelido da vila de Crato, no Alentejo, em cuja província viveu na primeira metade do século XVI Belchior do Crato. Este é a pessoa mais antiga do apelido que se conhece, sabendo-se que era primo do irmão da mulher de Álvaro Mexia, de Isabel Vaz, mulher de Rui Gonçalves de Castelo-Branco, e de Brites Belo, mulher de Diogo de Barros. Viveu em Portalegre e foi casado com Ana Gonçalves de Basto, de quem teve diversos filhos que seguiram o apelido paterno

Usam por armas: De ouro, com cinco torres de vermelho, postas em cruz."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Braga

"É mal conhecida a origem desta família que, segundo se supõe, tomou o apelido da cidade de Braga. A pessoa mais antiga que se encontra com ele é Gonçalo Esteves de Braga, que viveu no reinado de D. Fernando. Possuí bens em Coimbra, que o Rei deu por Carta de 6 de Outubro de 1369, a João Gonçalves Cerveira, para ele e seus descendentes.

Usam as seguintes armas: De vermelho, com uma torre de prata aberta e iluminada de negro. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Borja

"Família espanhola de grande categoria, que passou à Itália, tomando ali o seu apelido a forma Bórgia. Em Portugal um dos mais notáveis membros desta família, que depois foi elevado aos altares como S. Francisco de Borja, casou com D. Leonor de Castro, filha de D. Álvaro de Castro, senhor de Torrão, e de D. Isabel de Melo, e um filho do Duque santo, D. João de Borja, Conde de Ficalho, também se recebeu, em segundas núpcias, com uma portuguesa, D. Francisca de Aragão, filha de Nuno Rodrigues Barreto, senhor da Quarteira e alcaide-mor de Faro, e de D. Isabel de Melo, da qual deixou ilustre descendência.

As armas usadas pelos Borjas são: De ouro, com boi passante de vermelho: bordadura de verde carregada de oito flamas de ouro. Timbre: o boi do escudo."



In: Armorial Lusitano: Afonso Eduardo Martins Zúquete

Beja

"Desconhece-se a origem desta família, sabendo-se apenas que tirou a sua designação da cidade de Beja. Já existiam pessoas deste apelido no reinado de D. Dinis como: Pedro Esteves de Beja, bom cavaleiro, privado do mesmo soberano e meirinho-mor da província de Entre Douro e Minho; Gomes Lourenço de Beja, valido do mencionado Rei e comendador-mor da Ordem de Sant'Iago; e João Domingues de Beja, escrivão da Puridade de D. Dinis e seu porteiro-mor, conselheiro e vassalo de D. Afonso IV, com quem esteve na batalha do Salado. João Domingues de Beja era filho de Domingues Pais de Beja, reposteiro-mor do Lavrador.

As armas dos Bejas são: Do vermelho, com cruz de ouro cantonado de quatro flores-de-lis do mesmo. Timbre: uma aspa de vermelho carregada em chefe de duas flores-de-lis de ouro.



Outros trazem por armas: Esquartelado; o primeiro e o quarto de vermelho, com cruz de ouro cantonada de quatro flores-de-lis do mesmo; o segundo e o terceiro,  com uma águia estendida de púrpura. Timbre: a águia do escudo com uma flor-de-lis de ouro no peito."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete