sexta-feira, 20 de julho de 2012

Velasco

"Família espanhola, de antiga nobreza, passada a Portugal com D. Ana de Velasco, duquesa de Bragança, mãe do rei D. João IV, e com outras pessoas. Tem o seu solar nas Astúrias.

As suas armas são: Xadrezado de ouro e de veiros, de três peças em faixa e de cinco em pala. Timbre: um leão de veiros armado e lampassado de vermelho."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Tavares

"É uma das antigas linhagens portuguesas, proveniente, ao que parece, das dos Fonsecas. Dizem os genealogistas que o rico-homem D. Ega Garcia da Fonseca, senhor do couto de Leomil e da honra de Fonseca, houve sua mulher, D. Mor Pais de Cerveira, a D. Pedro Viegas, senhor da Guarda, o qual houve a Estêvão Pires de Tavares e a D. Maria Pires de Tavares, casada com seu primo coirmão D. Mendo Gonçalves da Fonseca, fundador do mosteiro de Mancelos, filho de D. Gonçalo Viegas, senhor de honra de Fonseca e de outras terras, e de sua mulher, D. Urraca Vasques. Estêvão Pires de Tavares tomou o apelido da terra de Tavares, na Beira, e recebeu-se com D. Ouroana Esteves, filha de Estêvão Anes, cidadão honrado e alcaide-mor da Covilhã, e de D. Teresa Afonso. Deste matrimónio ficaram filhos que continuaram o apelido de Tavares, o qual se perdeu a preposição, retomada, tardiamente, por poucos descendentes.

Os Tavares usam as seguintes armas: De ouro, com cinco estrelas de seis raios de vermelho. Timbre: um pescoço e cabeça de cavalo, de vermelho, brindado de ouro"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Serrão

"Provêm os deste apelido da família dos Mouras, ganhadores da vila do seu nome. De D. Martim Rodrigues, mestre da Ordem de Calatrava, foi filho Vasco Martins Serrão de Moura, fidalgo principal do seu tempo, que se achou nas conquistas do Reino, por cujos serviços houve senhorio de alguns lugares na província do Minho. Teve mercê da alcaidaria de Moura, de que não chegou a tomar posse. Casou-se com D. Maria Dias de Góis, filha de Pedro Salvador e de sua mulher, D. Maria de Esposade. Vasco Martins e sua mulher instituíram, estando em Sevilha no ano de 1264, um vínculo e deixaram geração.

As armas dos Serrões são as seguintes; De prata, com um leão de vermelho, sobre um monte de verde. Timbre: o leão do escudo, saiante."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Corona

"Família espanhola que passou a Portugal, ignorando-se, porém, quem trouxe o apelido. As armas que usa, tanto na Espanha como em Portugal, são: De verde, com uma cruz florenciada de ouro, acompanhada de uma coroa do mesmo, posta no cantão direito do chefe, e de uma flor-de-lis de prata, no cantão esquerdo da ponta."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Cordeiro

"Não parece de grande antiguidade esta família e o seu apelido deve provir de alcunha, visto não ser procedido de preposição.

Na Espanha existe uma família Cordero, da qual podem ter provindo os Cordeiros portugueses, se bem que as suas armas sejam diversas. Os de Portugal usam as seguintes: De verde, com quatro cordeiros de prata acantonados. Timbre: um cordeiro do escudo."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Negrão

"Família estranha, que na Itália se chama Negrone e na Espanha Negrón. Há em Portugal pessoas deste apelido, que tanto pode provir de qualquer dos países referidos como da alcunha portuguesa.

Em Génova a família Negrone foi uma das vinte e oito senatoriais daquela República, donde passou a Espanha no tempo de Filipe I, nas pessoas de Bartolomeu Negrone e João Baptista Negrone, que deixaram larga descendência, a qual se espalhou por Sevilha, Valladolid, Xerez de la Frontera, Cádis e outras terras.

As armas, usadas em Portugal, Itália e Espanha são: De ouro, com três palas de negro. Timbre: uma águia de negro, estendida e saiante."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Moncada

"Família espanhola, da qual passou há séculos um ramo a Portugal.

Trás por armas, tanto neste país como na Espanha, as seguintes: Lisonjado de prata e azul."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete