terça-feira, 21 de agosto de 2012

Corvacho

"Desconhecem-se as origens desta família, cujo nome provavelmente deriva de alcunha, pois Corvacho é diminutivo de corvo e significa corvo pequeno. As suas armas, que já se encontram no Livro do Armeiro-mor e no Livro da Torre do Tombo, são: De ouro, com três corvos de negro. Timbre: um corvo do escudo."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 11 de agosto de 2012

Luna

"Descendem os Lunas dos Reis de Navarra pois D. Garcia, Rei de Navarra, e sua mulher D. Estefânia, foram pais do Infante D. Fernando, que herdou da parte da mãe as vilas de Bauta, Cacunida e Oprela e se casou com D. Nuna, filha de D. Iñigo Lopes, o Esquerra, sexto senhor de Biscaia. O infante D. Fernando vivia em 1060 e do referido matrimónio teve D. Lopo Fernandes ou Ferrench, infanção e rico-homem de Aragão; casado com D. Ximena, filha de D. Martim Gomes, o Grande, de sangue real, nascendo deste casamento D. Bacala de Luna, um dos maiores ricos-homens de Aragão, no seu tempo, povoador da vila de Luna, de que tomou apelido. O Rei D. Sancho Ramires o fez Conde de Luna em 1093, pelos seus grandes serviços. À sua iniciativa e valor se deve a conquista aos Mouros da vila de Fahaste, nas margens do Ebro, e o que haverem tornado tributárias do referido soberano muitas outras vilas que pertenciam aos Mouros. Esteve na batalha de Alcoras em 1096, vindo a morrer em 1115 ou 1117.

Foi seu filho D. Lopo Ferrench segundo senhor de Luna e seus estados, esteve com o pai na batalha de Alcoras e morreu em 1136, no campo de Huesca, com quatro cavaleiros da sua linhagem, em serviço do Rei D. Ramiro, o Monge. Recebeu-se com D. Urraca, irmã de D. Pedro Atares, senhor de Borja, de quem houve a D. Pedro Lopes de Luna, terceiro senhor de Luna e seus estados, serviu o Príncipe D. Ramon e esteve em Huesca no ano de 1162, nas Cortes da rainha D. Petronilha. Vivia em 1170, havendo-se consorciado com D. Maior Palas, senhora de Lucerniste, filha de D. Artal Mir, Conde de Palas, senhor de Rideboyle e Tiraga. Deste matrimónio nasceram filhos, que continuaram o apelido de Luna. D. Rodrigo de Luna, filho de outro do mesmo nome e de D. Elvira, passou a Portugal por haver morto na Galiza um fidalgo e se passou a chamar Rui Fernandes de Luna, nome que se diz ser também o de seu pai, a fim de se encobrir, o que justificou seu neto João Jácome de Luna, como atesta uma certidão passada a seu trineto Miguel de Vasconcelos, secretário de Estado, por Gaspar de Faria Severim, também secretário de Estado, em 1638, mencionando a referida justificação, feita em 1576. Este D. Rodrigo de Luna comprou a quinta de Sequeiros, junto a Ponte de Lima, na qual viveu. Casou em Viana do Castelo com D. Mécia Fernandes Soares de Albergaria, filha de Fernão Anes de Ferraz, e de sua mulher, Guiomar Álvares Soares de Albergaria, de quem teve geração.

As armas usadas pelos Lunas, tanto em Espanha como em Portugal, são: De vermelho, com um crescente invertido de prata, e uma campanha do mesmo. Timbre: uma aspa de vermelho, carregada de um crescente invertido de prata, posto ao centro"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Velasco

"Família espanhola, de antiga nobreza, passada a Portugal com D. Ana de Velasco, duquesa de Bragança, mãe do rei D. João IV, e com outras pessoas. Tem o seu solar nas Astúrias.

As suas armas são: Xadrezado de ouro e de veiros, de três peças em faixa e de cinco em pala. Timbre: um leão de veiros armado e lampassado de vermelho."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Tavares

"É uma das antigas linhagens portuguesas, proveniente, ao que parece, das dos Fonsecas. Dizem os genealogistas que o rico-homem D. Ega Garcia da Fonseca, senhor do couto de Leomil e da honra de Fonseca, houve sua mulher, D. Mor Pais de Cerveira, a D. Pedro Viegas, senhor da Guarda, o qual houve a Estêvão Pires de Tavares e a D. Maria Pires de Tavares, casada com seu primo coirmão D. Mendo Gonçalves da Fonseca, fundador do mosteiro de Mancelos, filho de D. Gonçalo Viegas, senhor de honra de Fonseca e de outras terras, e de sua mulher, D. Urraca Vasques. Estêvão Pires de Tavares tomou o apelido da terra de Tavares, na Beira, e recebeu-se com D. Ouroana Esteves, filha de Estêvão Anes, cidadão honrado e alcaide-mor da Covilhã, e de D. Teresa Afonso. Deste matrimónio ficaram filhos que continuaram o apelido de Tavares, o qual se perdeu a preposição, retomada, tardiamente, por poucos descendentes.

Os Tavares usam as seguintes armas: De ouro, com cinco estrelas de seis raios de vermelho. Timbre: um pescoço e cabeça de cavalo, de vermelho, brindado de ouro"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Serrão

"Provêm os deste apelido da família dos Mouras, ganhadores da vila do seu nome. De D. Martim Rodrigues, mestre da Ordem de Calatrava, foi filho Vasco Martins Serrão de Moura, fidalgo principal do seu tempo, que se achou nas conquistas do Reino, por cujos serviços houve senhorio de alguns lugares na província do Minho. Teve mercê da alcaidaria de Moura, de que não chegou a tomar posse. Casou-se com D. Maria Dias de Góis, filha de Pedro Salvador e de sua mulher, D. Maria de Esposade. Vasco Martins e sua mulher instituíram, estando em Sevilha no ano de 1264, um vínculo e deixaram geração.

As armas dos Serrões são as seguintes; De prata, com um leão de vermelho, sobre um monte de verde. Timbre: o leão do escudo, saiante."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Corona

"Família espanhola que passou a Portugal, ignorando-se, porém, quem trouxe o apelido. As armas que usa, tanto na Espanha como em Portugal, são: De verde, com uma cruz florenciada de ouro, acompanhada de uma coroa do mesmo, posta no cantão direito do chefe, e de uma flor-de-lis de prata, no cantão esquerdo da ponta."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Cordeiro

"Não parece de grande antiguidade esta família e o seu apelido deve provir de alcunha, visto não ser procedido de preposição.

Na Espanha existe uma família Cordero, da qual podem ter provindo os Cordeiros portugueses, se bem que as suas armas sejam diversas. Os de Portugal usam as seguintes: De verde, com quatro cordeiros de prata acantonados. Timbre: um cordeiro do escudo."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete