Mostrar mensagens com a etiqueta M. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta M. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Moutinho

"A pessoa mais antiga que se conhece deste apelido é Vasco Afonso Moutinho, a quem D. João I deu licença em 20 de Novembro de 1429 para edificar o mosteiro de S. Domingos, de Vila Real. Teve vários filhos do mesmo apelido, sendo o mais velho Dinis Vaz Moutinho, casado com Violante Martins de Mesquita, filha de Martim Gonçalves Pimentel e de sua mulher, Inês de Mesquita, da qual houve geração, continuadora do apelido.

D. João Ribeiro Gaio, bispo de Malaca, referiu-se a esta família nos versos seguintes:

De serpe quatro focinhos 
e no meio a flor de liz, 
são as dos nobres Moutinhos 
do Porto ou Matosinhos 
naturais como se diz.

As armas que trazem são: De azul com uma flor-de-lis de ouro, cantonada de quatro cabeças de serpe do mesmo, lampassadas e cortadas de vermelho. Timbre: a cabeça de serpe do escudo."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Moncada

"Família espanhola, da qual passou há séculos um ramo a Portugal.

Trás por armas, tanto neste país como na Espanha, as seguintes: Lisonjado de prata e azul."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Montenegro

"Família da Galiza, que se diz descender do Rei D. Fruela I. Alonso Lopes de Montenegro casou com Teresa Sanches e teve Tristão de Montenegro, que se recebeu com D. Maria Sarmento, filha de Garcia Fernandes Sarmento e de D. Teresa de Sotomaior. Deste casamento nasceu Lopo de Montenegro, que casou com Constança Lopes Cordido, filha de Pedro Cão de Cordido, senhor de Travanca, de quem houve geração que seguiu o apelido Montenegro. Na descendência destes se encontraram muitas pessoas casadas em Portugal.

As armas que usam os Montenegros em Portugal e na Itália são as seguintes: De prata, com monte de negro, de três cômoros. Timbre: o monte do escudo."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Miranda

"Provém esta família de Afonso Pires de Charneca, cidadão principal de Lisboa, dos que ajudaram D. João I no começo do seu reinado e um dos cinco companheiros que D. Nuno Alvares Pereira tomou quando desafiou D. João Ansores. Foi também, um dos quatro que os de Lisboa escolheram e o Condestável tomou para o seu conselho. Teve o senhorio das Alcáçovas e de outras terras e, também, dos lagares de El-Rei em Lisboa, os quais lhe oram dados pelos serviços que prestou.

Afonso Pires recebeu-se com Constança Esteves, de quem houve, entre outros, a Martim Afonso de Charneca, o qual andou em demanda com seu irmão Afonso Rodrigues muito tempo sobre quem havia de herdar as Alcáçovas e os lagares de El-Rei, cabendo-lhes tudo por mandado de D. João I, se bem que era clérigo. Foi enviado por embaixador a França, de onde se diz trouxe uma senhora francesa, que outros pretendem ser castelhana e chamar-se D. Mécia Gonçalves de Miranda, da qual houve filhos que tomaram o seu apelido por a sua muito nobre linhagem. Foi arcebispo de Braga e instituiu dois vínculos, que deixou aos dois filhos mais velhos. O Rei lhe doou S. Cristóvão de Lisboa, onde fez uma capela para o vínculo principal, em cujo compromisso mandou que seus descendentes se chamassem Mirandas. Sepultou-se na referida capela. Seus foram Martim Afonso de Miranda, rico-homem, senhor do morgado da Patameira, junto de Torres Vedras, instituído por seu pai, o qual se recebeu com D. Genebra Pereira, filha de Aires Gonçalves de Figueiredo, com geração; Fernão Gonçalves de Miranda, senhor do segundo morgado instituído por seu pai, rico-homem, casado com D. Branca de Sousa, filha de Afonso Vaz de Sousa, com geração; D. Margarida de Miranda, primeira mulher de D. Pedro de Meneses, 2º Conde de Viana, com geração; D. Leonor de Miranda, mulher de Aires Gomes da Silva, com geração; e D. Maria de Miranda, primeira mulher de Gonçalo Pereira de Riba de Vizela, com geração.

O bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, escreveu os seguintes versos, dedicados a esta família:

Aspa trazem colorada
os que tiveram Miranda
e aquela nobre Aranda
sobre ouro atravessada
com flores de lis em banda.

As armas dos Miranda são: De ouro, com aspa de vermelho, acompanhada de quatro flores-de-lis de verde. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 26 de maio de 2012

Matos

"Família das mais antigas de Portugal, pois descende dos reis de Leão, por D. Hermingo Alboazar, senhor do castelo de Távora, e de sua mulher, D. Dórdia Osores, de quem foi filho D. Egas Hermingues. Este D. Egas, bisneto por varonia de D. Raimundo II de Leão, casou com D. Gontinha Eriz, filha de D. Ero, Conde de Lugo e um dos maiores senhores do seu tempo. Pelo seu grande valor, foi D. Egas Hermingues chamado o Bravo. Fundou o mosteiro do Freixo, com a sua mulher, de quem teve D. Paio Viegas, herdado no concelho de Argos, comarca de Lamego, onde fez a quinta de Matos, na qual viveu. Do seu matrimónio nasceu D. Hermingo Pais de Matos, sucessor da casa paterna e primeiro de apelido, que tomou da quinta cujo senhorio tinha. Foi também senhor das quintas do Amaral e de Cardoso e muito devoto do mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra, pelo que os cónegos regrantes de Santo Agostinho lhe deram carta de seu familiar, a fim de poder lograr as indulgências concedidas pelos Papas aos familiares da ordem. No livro dos óbitos do mesmo mosteiro, chamando-se-lhe «familiaris Sactae Cruci» se refere a sua morte, ocorrida com as nonas de Novembro. Teve do seu casamento vários filhos, dois dos quais foram, respectivamente, progenitores dos Amarais e dos Cardosos, por lhes terem cabido os senhorios das quintas do Amaral e de Cardoso, de que tomaram os seus apelidos.

O filho mais velho, Paio Hermingues de Matos, sucedeu no senhorio da quinta de Matos e no da de Rousais, viveu em tempo de D. Sancho II e D. Afonso III, foi senhor do casal de Neomais, trazendo as referidas quintas por honra, como se vê das Inquirições, em que se lhe chama miles, e tinha muitas herdades compradas a Martim Anes, João Moniz, João Gonçalves e Pedro Feio, situadas em Ruivães, termo de Vila Boa, e na de Santa Maria. Do seu matrimónio houve geração que propagou o apelido Matos.

Manuel de Sousa da Silva deixou, em louvor desta família, os seguintes versos:

O lugar de Matos tem, 
de Aregos no julgado 
o solar assinalado 
de Matos, e dele vem 
todo o seu gremio honrado.

As armas usadas pelos deste apelido são: De vermelho, com um pinheiro de verde, arrancado de prata, sustido por dois leões de ouro, armados e lampassados de azul, afrontados. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Matela

"Família da província da Beira, cujo ascendente mais antigo que se conhece é Vicente Domingues, morador em Valongo, termo de Pinhel, onde herdou um morgado instituido em 15 de Agosto de 1357 por Sancho Martins e sua mulher Maria Domingues, irmã do referido Vicente Domingues. Foi este, pai ou avô de Fernão Vaz, escudeiro-fidalgo, que, por sua vez, o foi de João Fernandes, escudeiro, casado com Branca Matela. Tiveram dois filhos: João Matela, que herdou o morgado e morreu sem geração, e Pedro Matela, escudeiro, que viveu pelos anos de 1490 e foi casado com Isabel Cocho, filha de Pedro Cocho, de quem procedem os dos apelidos de Matela, na Beira.

Ignora-se se os Matelas da Extremadura e Alentejo têm a mesma origem. O apelido, nos princípios do século XVII, transformou-se em Metelo, forma por que hoje é usado.

As armas dos Metelas são: De prata, com uma faixa de vermelho, e um chefe adentado de três peças do mesmo, cada peça carregada de uma moleta de oito pontas de ouro. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete