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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bem

"Família cujo princípio se desconhece, mas que já existia no século XVII. Foi um dos seus ilustres elementos D. Tomás Caetano do Bem, clérigo regular teatino, mestre de Teologia, cronista da Casa de Bragança, académico da Academia Real da História Portuguesa e da Academia Real de Ciências (1718-1797).

As armas que lhes competem são: De prata, com três businas de caça de negro, enbocadas e viroladas de ouro, com cordão vermelho, e uma estrela de oito raios do mesmo, em abismo. Timbre: a estrela do escudo."


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 7 de julho de 2012

Braga

"É mal conhecida a origem desta família que, segundo se supõe, tomou o apelido da cidade de Braga. A pessoa mais antiga que se encontra com ele é Gonçalo Esteves de Braga, que viveu no reinado de D. Fernando. Possuí bens em Coimbra, que o Rei deu por Carta de 6 de Outubro de 1369, a João Gonçalves Cerveira, para ele e seus descendentes.

Usam as seguintes armas: De vermelho, com uma torre de prata aberta e iluminada de negro. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Borja

"Família espanhola de grande categoria, que passou à Itália, tomando ali o seu apelido a forma Bórgia. Em Portugal um dos mais notáveis membros desta família, que depois foi elevado aos altares como S. Francisco de Borja, casou com D. Leonor de Castro, filha de D. Álvaro de Castro, senhor de Torrão, e de D. Isabel de Melo, e um filho do Duque santo, D. João de Borja, Conde de Ficalho, também se recebeu, em segundas núpcias, com uma portuguesa, D. Francisca de Aragão, filha de Nuno Rodrigues Barreto, senhor da Quarteira e alcaide-mor de Faro, e de D. Isabel de Melo, da qual deixou ilustre descendência.

As armas usadas pelos Borjas são: De ouro, com boi passante de vermelho: bordadura de verde carregada de oito flamas de ouro. Timbre: o boi do escudo."



In: Armorial Lusitano: Afonso Eduardo Martins Zúquete

Beja

"Desconhece-se a origem desta família, sabendo-se apenas que tirou a sua designação da cidade de Beja. Já existiam pessoas deste apelido no reinado de D. Dinis como: Pedro Esteves de Beja, bom cavaleiro, privado do mesmo soberano e meirinho-mor da província de Entre Douro e Minho; Gomes Lourenço de Beja, valido do mencionado Rei e comendador-mor da Ordem de Sant'Iago; e João Domingues de Beja, escrivão da Puridade de D. Dinis e seu porteiro-mor, conselheiro e vassalo de D. Afonso IV, com quem esteve na batalha do Salado. João Domingues de Beja era filho de Domingues Pais de Beja, reposteiro-mor do Lavrador.

As armas dos Bejas são: Do vermelho, com cruz de ouro cantonado de quatro flores-de-lis do mesmo. Timbre: uma aspa de vermelho carregada em chefe de duas flores-de-lis de ouro.



Outros trazem por armas: Esquartelado; o primeiro e o quarto de vermelho, com cruz de ouro cantonada de quatro flores-de-lis do mesmo; o segundo e o terceiro,  com uma águia estendida de púrpura. Timbre: a águia do escudo com uma flor-de-lis de ouro no peito."



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

Batalha

"Ignora-se a origem desta família. Parece que em Portugal existem algumas linhagens do mesmo apelido com proveniências diversas e nacionalidades diferentes.

Sabe-se que já na primeira metade do século XVIII usavam as seguintes armas, bastante parecidas com as de uma família da Borgonha, chamada Bataille de Mandelot: De azul, com três flamas de ouro, relançadas de vermelho. Timbre: uma flama do escudo"



In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 9 de junho de 2012

Botelho

"Procedem os Botelhos de D. Vasco Martins Mogudo e de sua primeira mulher, D. Elvira Vaques de Saverosa, por seu filho Martim Vasques Barba, nascido quando ainda vivia o primeiro marido desta senhora, D. Paio Soares de Valadares. Martim Vasques casou-se com D. Urraca ou Elvira Rodrigues, filha de Rui Peres de Ferreira e de D. Teresa Peres de Cambra, e dela teve Pedro Martins Botelho, João Martins Botelho e Alda Martins Botelho, que, primeiro, se recebeu com Fernão Reimão de Canhedo e, em segundas núpcias, com João Pires Alcoforado, o Tenro. Tanto Pedro Martins Botelho como seu irmão João Martins Botelho casaram e tiveram filhos que continuaram o apelido.

O erudito Bispo de Malaca D. João Ribeiro Gaio, cantou os Botelhos nos seguintes versos:

Com D.Vasques Mecia 
Afonso Botelho casou, 
de quem esta linha ficou 
o qual com grande valentia 
em Aguiar acabou.

Também Manuel de Sousa da Silva, notável genealogista, os não esqueceu, escrevendo esta quintilha:

Lá em Ariz de Ferreyra, 
De Aguiar no Concelho 
Ha o logar de Botelho 
Dos Botelhos a primeira 
Casa do Portugal velho.

As Armas que lhe pertencem são: De ouro, com quatro bandas de vermelha. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

domingo, 3 de junho de 2012

Barvança

"Desconhece-se a origem desta família, sabendo-se apenas que as suas armas já existiam antes de 1509 por se encontrarem registadas no Livro do Armeiro-Mor. Se bem que os livros de armas em geral lhe dêem por apelido Barvança, supõem-se que esta forma é antiquada, correspondendo a Barbança.

As suas armas são: De ouro, com cinco escudetes de vermelho. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete

sábado, 26 de maio de 2012

Barreto


"Entre as mais antigas e nobres famílias de Portugal encontra-se a dos Barretos, pois descende de D. Arnaldo de Bairão, pai de D. Guido Araldes, avô de D. Soeiro Guedes, bisavô de D. Nuno Sorares, trisavô de D. Soreiro Nunes, 4.º avô de Nuno Soares, que casou com Maira Pires Perna, filha de D. Pedro Pais Escacha.

De Nuno Soares e da sua mulher, Maior Pires Perna, nasceu Men Nunes Velho, sepultado no mosteiro de Carvoeiro, junto da barra de Viana do Castelo, o qual o seu casamento teve filhos que tomaram o apelido de Barreto, parece que derivado de terem o solar junto da referida barra. Gomes Mendes Barreto, filho sobredito Nem Nunes Vilho, possui, por sua mãe, parte do padroado da igreja de Valadarez, em Baião, uns casais de honra de Gestaçô, parte do padroado da vila de Marim, e uma herdade na mesma freguesia. Viveu em tempo dos Reis D. Afonso II e D. Sancho II e recebeu-se com D. Constaça Pais, filha de D. Paio Gomes Gravel e de D. Sanchas Pais, de cujo matrimónio houve geração continuadora do apelido.

O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, nas suas trovas dedicou aos Barretos a seguinte:

O de Bretanha senhor 
mandou contra os Mahometos 
seu filho de grão valor 
à Hespanha, e dos Barretos 
foi este progenitor.

Também o insigne linhagista Manuel de Sousa da Silva não se esqueceu deles, contando-os nesta quintilha:

Na barra do claro Lima 
Dos Barretos o Solar 
Esteve junto do mar 
Que deitando areia em mim 
O veio a sepultar.

Trazem por armas: De aminhos, pleno. (...)"


In: Armorial Lusitano, Afonso Eduardo Martins Zúquete